
O modelo de gestão da Fundação Bienal é ultrapassado e inadequado à realidade brasileira. Inspirado no conselho de mecenas do MoMA, de Nova York, cujos membros fazem aportes milionários à instituição, o similar brasileiro transformou-se num clube de notáveis, que não contribuem financeiramente e decidem com pouca transparência. Ainda que o poder público (Prefeitura de São Paulo) seja o principal credor da instituição, com repasses orçamentários de cerca de R$ 2 milhões anuais, há pouca ou nenhuma interferência pública. Outra parte do custeio vem de fundos de renúncia fiscal. Mesmo assim, a Bienal não possui uma estrutura permanente que administre seu financiamento, a exemplo da Pinacoteca do Estado. Prova disso é o pedido para captação via lei Rouanet protocolado às pressas, para a representação brasileira na Itália, e a decisão de adiar a próxima edição da Bienal para 2011, ano da Bienal de Veneza _como boa parte do evento é patrocinado pelos países representados na mostra, já se antevê outro aperto financeiro, uma vez que São Paulo irá competir com Veneza pelas verbas governamentais.
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"Toda unanimidade é burra" - Nelson Rodrigues